Explorando Batalha: Um Encontro com a História e Arquitetura Deslumbrante
Seguindo nossa viagem por Portugal, no dia 22 de Setembro de 2024, tivemos o prazer de visitar Batalha, uma cidade pequena, mas muito bonita. O principal destaque da cidade, sem dúvida, é o magnífico Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha.

Uma obra-prima gótica, que foi construída em comemoração à vitória na Batalha de Aljubarrota em 1385, é um exemplo impressionante de arquitetura manuelina e Patrimônio Mundial da UNESCO.


Ao nos aproximarmos do mosteiro, ficamos impressionados pela grandiosidade de suas torres e pela riqueza dos detalhes esculpidos em suas fachadas.


Ao entrar no Mosteiro, a Capela Principal se destaca por sua grandiosidade e simplicidade ao mesmo tempo. As altas colunas e as abóbadas que parecem se erguer até o céu criam uma sensação de amplitude e leveza. No altar-Mor um crucifixo simples domina o espaço, contrastando com a riqueza dos detalhes que adornam o restante do mosteiro.



Um dos aspectos mais belos do Mosteiro da Batalha é o contraste entre os espaços fechados e as áreas abertas.
Claustro Real
O Claustro Real, em especial, é um dos pontos que mais me chamou a atenção. Uma área aberta cercada por arcos trabalhados em pedra e um jardim central com uma vegetação verdejante que oferece um contraste vibrante com as paredes de pedra dourada ao redor são de se admirar.


Um dos pontos altos da visita foi a Capela do Fundador, onde estão os túmulos de D. João I e sua esposa, Filipa de Lencastre. O contraste das cores no interior, com o mármore branco e preto, e a serenidade do local são impressionantes.

Outro local de grande significado é o Túmulo do Soldado Desconhecido, que se encontra na Sala do Capítulo do mosteiro. Este monumento é uma homenagem aos soldados portugueses caídos durante a Primeira Guerra Mundial, simbolizando o sacrifício de todos aqueles que morreram pela pátria sem terem sua identidade conhecida. O ambiente é profundamente tocante, com dois soldados da Guarda Nacional Republicana montando guarda ao lado do túmulo, em sinal de respeito e lembrança. A simplicidade e o silêncio do espaço tornam o local ainda mais solene, criando um momento de reflexão sobre os horrores da guerra e a importância da paz.

Mas, sem dúvida, uma das partes mais intrigantes do mosteiro é a Capela Imperfeita. Esta capela é uma obra inacabada, e justamente por isso é tão fascinante. Concebida para ser o mausoléu de D. Duarte, sua construção começou no século XV, mas nunca foi concluída. Ao entrar no espaço, a primeira impressão é a de que algo está faltando – o teto. O céu aberto acima das paredes esculpidas em pedra oferece uma vista única, especialmente ao final da tarde, quando a luz do sol inunda o interior.


O que mais me chamou atenção na Capela Imperfeita foram os detalhes esculpidos nas colunas e nos arcos que cercam o local. Mesmo inacabada, a riqueza dos ornamentos e a complexidade das formas geométricas demonstram a ambição do projeto. Há uma certa poesia na incompletude da capela, como se a obra estivesse em um diálogo constante com o tempo e a natureza.



Além do mosteiro, vale a pena explorar os arredores da cidade. Batalha tem uma atmosfera tranquila, e uma caminhada pelas suas ruas estreitas permite descobrir a vida local, com cafés acolhedores e lojinhas de artesanato que mantêm a tradição viva.
Nossa visita à Batalha foi uma experiência única. Estar diante de um monumento tão imponente, que carrega consigo séculos de história, é algo que recomendo a todos. Se você está planejando uma viagem por Portugal, não deixe de incluir esta joia no seu roteiro. Tenho certeza de que será uma parada inesquecível!
















