São Luis do Maranhão

2004

Estado no nordeste brasileiro, formado em parte pela Floresta Amazônica e pelas praias ao longo do Oceano Atlântico. Próximo à cidade de Barreirinhas, as grandes dunas de areia branca criam paisagens que lembram um deserto, no Parque Nacional Lençóis Maranhenses, onde lagoas de água fresca nas quais se pode nadar se formam durante a temporada de chuvas. É na capital, São Luís, que se encontra o agitado bairro histórico conhecido como Reviver.

A cidade de São Luís do Maranhão tem grande potencial turístico. É conhecida como a Cidade dos Azulejos, ostenta uma bela arquitetura com herança portuguesa, holandesa e francesa, tem praias lindas, de águas calmas e mornas, uma grande cultura popular embalada pelo bumba-meu-boi, um bonito artesanato feito de fibras, uma culinária peculiar e fica muito próximo ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

O centro histórico de São Luis é muito bonito, apesar de estar muito abandonado e sem o minímo de cuidado com o Patrimônio histórico do Estado do Maranhão e também um Patrimônio da Humanidade. Ainda sim vale a pena circular pelas ruas da região e ver os mais de 3.500 casarões, museus e igrejinhas de grande valor cultural. São muitas as casas azulejadas, becos, ladeiras e escadarias de pedras. A igreja do Desterro tem um ar de ortodoxa e foi a primeira a ser erguida no Maranhão (durante a invasão dos holandeses foi demolida e, em 1839, reconstruída pelos próprios moradores do bairro com dinheiro de doações) . Outra igreja muito interessante é a Igreja da Sé que foi construída no século XVII pelos portugueses em homenagem a Nossa Senhora da Vitória que segundo reza a lenda, apareceu na Batalha de Guaxenduba para proteger os portugueses dos franceses. Seu altar-mor é talhado em ouro e feito em estilo barroco. Ao lado fica o Palácio La Ravardière, atual sede do governo municipal. O prédio data de 1689, seu nome foi escolhido para homenagear o francês Daniel de La Touche – Senhor de La Ravardière – fundador da cidade de São Luís.

Vale a pena conhecer o Palácio dos Leões, sede do governo do estado. O palácio fica numa região mais alta da cidade, onde nasceu São Luís. Foi construído pelos franceses, em 1612 e sua história se confunde com a própria fundação da cidade.

Lençóis Maranhenses

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma área protegida na costa atlântica norte do Brasil. É conhecido pela sua vasta paisagem desértica de grandes dunas de areia branca e pelas lagoas sazonais de água da chuva. A Lagoa Azul e a Lagoa Bonita são duas das maiores lagoas. O ecossistema diversificado do parque inclui pântanos de mangais. As cidades vizinhas de Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão servem de porta de entrada para o parque.

A areia branca e fina marca o paradisíaco caminho percorrido pelos viajantes em meio ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. As lagoas de água doce entre as dunas formam um cenário único em todo o mundo e é impossível não se emocionar ao chegar no topo da paisagem e ver a imensidão dos Lençóis Maranhenses. O bom é que, a cada nova porção de água entre as dunas, a sensação de estar no paraíso se repete. E melhor ainda é saber que são centenas de lagoas, em tons de azul e verde, capazes de fazer todo viajante feliz!

Os Lençóis Maranhenses, localizados no noroeste do Maranhão e a 250 km da capital São Luís, atraem turistas de todo o mundo em busca do fenômeno único das lagoas interdunares à beira-mar. Contudo, é preciso estar atento ao calendário para ver o fenômeno das lagoas em meio às dunas. A alta temporada dos Lençóis Maranhenses acontece durante e logo após as chuvas, especialmente entre os meses de abril e agosto. No auge da seca, de outubro a dezembro, quase todas as lagoas desaparecem e a paisagem, cheia de porções de água, se transforma em um imenso deserto. A verdade, entretanto, é que os Lençóis Maranhenses são lindos durante todo o ano, tendo ou não lagoas cheias.

Alcântara

Cidade interessante para um bate e volta de São Luís. Alcântara já foi uma das cidades mais ricas do Maranhão entre os séculos 18 e 19, mas muito do patrimônio histórico se perdeu. Vestígios do passado podem ser vistos em sobrados coloniais cobertos por azulejos portugueses, nas ruínas do mercado de escravos Palácio Negro e no prédio da prefeitura, onde funcionou uma cadeia pública no século 18. Defronte à Praça do Pelourinho estão as ruína da Igreja Matriz de São Matias e o interessante Museu Histórico, um belo exemplar da arquitetura de época.

Junto à igreja de Nossa Senhora do Carmo ficam os restos de dois palacetes construídos por famílias aristocratas rivais para receber o imperador Dom Pedro II. Uma fortuna foi despejada nas obras dos Barões de Pindaré e Mearim, mas o monarca nunca chegou a passar por Alcântara e elas foram posteriormente abandonadas, simbolizando o ocaso da cidade. Parte dessa história de decadência é extraordinariamente narrada na obra Noite Sobre Alcântara, do imortal Josué Montello.

Além do passeio  pelas igrejas e construções do Centro, o passeio é complementado pelas praias dos arredores. Não são nada espetaculares, mas equilibram o passeio entre cultura e natureza.

A distante base de lançamento de foguetes é fechada para a visitação — mas maquetes de espaçonaves que saíram dali estão na Casa de Cultura Aeroespacial.

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