O Danúbio, fonte de inspiração para muitos artistas, separa com sua imensidão Buda e Peste, duas grandes cidades que hoje se unem para formar uma das capitais europeias mais importantes. Enormes pontes unem as margens, aproximando Buda, a antiga sede real e zona residencial mais elegante, e Peste, coração econômico e comercial da cidade.

Foi com essa visão e expectativa que chegamos em Budapeste no dia 20 de Novembro de 2023. Saímos de Viena de trem e aproximadamente 4 horas depois chegávamos em Keleti pályaudvar, estação central de Budapeste.


Ficamos hospedados no Hotel Hampton by Hilton, com excelente localização e bem próximo aos principais pontos turísticos, facilitou muito nossa experiência na cidade.



Nossos dias em Budapeste foram intensos, conhecemos os principais pontos turísticos, andamos pela cidade, conhecemos bons restaurantes e nos surpreendemos ainda mais com a beleza da cidade.
Começamos nossa visita pelo lado Peste, nossa primeira parada foi a belíssima St. Stephen´s Basílica – Uma das igrejas mais importantes e um dos principais pontos turísticos de Budapeste, sendo também a construção mais alta da cidade, com 96 metros de altura.
Construída com estilo renascentista, a Basílica de Santo Estevão foi inaugurada em 1906. Seu nome é em homenagem ao primeiro rei da Hungria, responsável também por fundar o estado Húngaro. A igreja guarda ainda muitos tesouros. Um dos mais importantes é a Santa Mão Direita, a mão mumificada de Santo Estevão.



É lá também que está o túmulo do atleta húngaro Ferenc Puskás, que faz parte da lista de 100 melhores jogadores de futebol da Fifa.
No meses de Novembro e Dezembro acontece o mercado de Natal da Basílica de Santo Estevão, um das mais belos de Budapeste – ocorre na praça de São Estêvão em frente da Basílica de São Estêvão e também ao longo da rua Zrínyi. No centro do mercado há uma grande árvore de Natal com uma pista de patinação no gelo para crianças. Todas as noite a Basílica é iluminada por um show de luzes. Em toda feira, muitas barracas com comidas regionais, bebidas e doces fazem a alegria de moradores e turistas que frequentam o mercado de Natal.
Saindo da Basílica de Santo Estevão, fomos caminhando em direção a Praça da Liberdade – Szabadság tér e no caminho nos deparamos com um lugar muito interessante e curioso – O Memorial das Vítimas da Ocupação Alemã que é um monumento criado em memória da invasão alemã da Hungria, localizado na Praça da Liberdade em Budapeste. O memorial gerou polêmica e irritou organizações da comunidade judaica, com críticos alegando que o monumento absolve o estado húngaro e os húngaros de sua colaboração com a Alemanha nazista e cumplicidade no Holocausto.
O memorial apresenta uma estátua de pedra do Arcanjo Gabriel, um símbolo nacional da Hungria, sendo atacado por uma águia com garras estendidas que lembram o brasão de armas alemão, a águia representando a invasão nazi e ocupação da Hungria em março de 1944. A data “1944” está marcada no tornozelo da águia.







Chegando a Praça da Liberdade – Szabadság tér – nos surpreendemos com a beleza e grandiosidade desta praça, com um estilo bem europeu é cercada por prédios imponentes, como a Embaixada Americana, a TV Húngara e o Banco Nacional Húngaro.

A praça é pitoresca e pacífica, mas a turbulenta história da Hungria deixou sua marca aqui durante o século passado, desde a queda do Império Austro-Húngaro ao comunismo e ao início de um novo regime em 1989.
Na praça há um monumento que comemora a libertação soviética da Hungria na Segunda Guerra Mundial da ocupação nazista alemã, que é a última estátua da era comunista que ainda está em seu lugar original. Os soviéticos ordenaram que o monumento fosse construído, embora tenham feito a Hungria pagar por isso.
A praça também tem monumentos a Ronald Reagan e Harry Hill Bandholtz. Os visitantes também poderão desfrutar da fonte interativa na praça durante a primavera, verão e outono. A Liberty Square é cercada por um parque onde muitas pessoas relaxam quando o tempo está bom. Existem vários restaurantes, cafés e hotéis nas proximidades.


Saindo da Praça da Liberdade, continuamos nossa caminhada até o Parlamento de Budapeste.
Um ícone da capital húngara e um dos maiores parlamentos do mundo, foi construído entre 1884 e 1902, e se tornou a maior obra da sua época. Possui 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura. Sua construção demonstrou o poder econômico da Hungria no princípio do século.




Não só a beleza do prédio do Parlamento chama a atenção nesta região de Budapeste, os arredores são belíssimos, a grandiosidade das praças , a vista do Rio Danubio e os detalhes são fascinantes.




Saindo do Parlamento, seguimos caminhando pelo Danubio, até encontramos um dos pontos turísticos mais marcante e emocionante de Budapeste – Sapatos à beira do Danubio – que homenageia os judeus húngaros mortos por membros da milícia da Cruz de Ferro (partido que compartilhava as mesmas ideias do partido nazista de Hitler).
Pelo caminho, foram colocadas esculturas de sapatos em ferro fundido, simbolizando a triste época na qual adultos e crianças tinham que tirar os calçados antes de serem mortos a tiros e em seguida lançados ao rio.







Continuando nossa caminhada pelo Danubio, seguimos admirando a grandiosidade do Rio Danubio, as gigantes pontes que cruzam o Rio de um lado a outro e também as colinas do lado Buda que de longe a gente consegue perceber as belezas da parte alta de Budapeste.




Seguindo nosso roteiro, nossa próxima parada foi A Grande Sinagoga de Budapeste.

Com dimensões colossais, a Sinagoga de Budapeste é a segunda maior do mundo, superada apenas pela de Jerusalém. Mede 53 metros de comprimento, 26 de largura e tem assentos para 2.964 pessoas.
A sinagoga foi construída entre 1854 e 1859 seguindo o design do arquiteto vienense Ludwig Forster. O estilo predominante da sinagoga é o mourisco, embora também combine toques bizantinos, românticos e góticos.




Dos judeus que sobreviveram aos campos, mais de 2.000 morreram de fome e frio. Seus corpos foram enterrados no cemitério da Grande Sinagoga.
No exterior da sinagoga, você encontrará o cemitério judeu (pouco surpreendente se o comparamos ao Cemitério Judeu de Praga) e a Árvore da Vida, uma escultura similar a um salgueiro chorão no qual cada folha tem escrito o nome de um judeu assassinado durante o Holocausto. Esta escultura foi construída em 1991.

E saindo da Sinagoga, a uma curta caminhada, chegamos na Fashion Street Budapeste, uma rua toda iluminada e bem no clima do Natal, com muitas lojas e atraçōes espalhadas por toda a rua até chegar a mais uma feira de Natal incrivel.





E tudo isso só no primeiro dia em Budapeste.
Nosso 2 dia em Budapeste foi o dia de conhecermos BUDA, subir a colina e conhecer a parte alta de Budapeste.
Para isso seguimos até O funicular de Budapeste (Budavari Sikló) que é um agradável meio de transporte com o qual se pode ir da Praça Clark Ádám Ter, situada ao lado da Ponte das Correntes, até o Castelo de Buda. Inaugurado em 1870, o funicular de Budapeste foi o segundo construído na Europa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o funicular ficou praticamente destruído, mas foi reconstruído posteriormente seguindo fielmente o modelo original e a linha abriu de novo em 1986.

Hoje em dia o funicular de Budapeste funciona perfeitamente, percorrendo um íngreme trajeto que une a Ponte das Correntes com a parte superior da cidade ao lado do Castelo de Buda.
A subida da colina é lindissima.



E saindo do Funicular logo nos deparamos com o Castelo de Buda.

O Castelo de Buda está localizado nas colinas de Buda e é uma das atrações mais importantes e fáceis de encontrar em Budapeste. Sua construção impressionante data do século 13, como consequência do ataque dos mongóis à Hungria.
A área teve um período especialmente próspero e florescente no século 15 durante o reinado do Rei Matias, porém mais tarde foi gravemente atacada durante as batalhas entre as forças húngaro-cristãs-Habsburgo e os otomanos nos séculos 16 e 17.
Após as lutas com os otomanos, o castelo foi devolvido ao império austro-húngaro e eles tiveram bastante trabalho reparando o castelo e também expandindo-o, tornando-o ainda maior. Infelizmente o castelo foi bombardeado novamente durante a Segunda Guerra Mundial e durante o reinado comunista passou por nova restauração.



A enorme estrutura era anteriormente conhecida como Palácio Real, pois já foi a acomodação da Família Imperial. A esmagadora importância e grandeza deste Castelo pode ser apreciada ao saber que ele está entre os mais notáveis Patrimónios Mundiais da UNESCO no continente europeu.
Hoje o Castelo de Buda tem muitas atrações, dentro do Castelo você pode visitar o Museu de Budapeste, a Galeria Nacional Húngara e a Biblioteca Nacional, entre outros.

A fonte do Rei Matias é outra bela característica do complexo do Castelo de Buda e vale a pena ver. Fica no extremo oeste do local. Esta fonte neobarroca é uma obra de arte fantástica e é supostamente um dos marcos mais fotografados de Budapeste.

Saindo do Castelo de Buda caminhamos até o Bastião dos Pescadores, que é um outro lugar lindo e que tem aquela carinha de castelo, apesar de não ser um castelo. É uma construção saída de maravilhosa que combinada com a paisagem do Rio Danúbio e do Parlamento de Budapeste fica ainda mais impressionante.

Apesar de parecer um castelo, o Bastião dos Pescadores é um mirante, um terraço em estilo neogótico e neoromântico construído em homenagem aos mil anos da fundação da Hungria. Ele foi construído entre 1895 e 1902, mesmo parecendo algo de muito mais tempo.
O Bastião dos Pescadores é formado por 7 torres, que representam as 7 tribos magyares que fundaram a Hungria na Idade Média. Na praça em frente à Igreja Mathias fica a estátua do Rei Santo Estevão, o primeiro rei da Hungria.
O monumento se chama Bastião dos Pescadores porque fica num local onde existia uma associação de pescadores e mercado de peixes durante a Idade Média.








Outro ponto de Buda, bem ao lado do Bastião dos Pescadores está a Matthias Church, uma igreja católica de estilo originalmente românico, erguida no século XIII, que foi gradualmente ampliada com elementos góticos.
A igreja foi palco de casamentos e coroações reais, sendo uma das mais importantes a coroação de Carlos IV, o último rei da dinastia dos Habsburgo, em 1916. O interior da igreja, com suas paredes de enfeites coloridos, afrescos, esculturas e vitrais, oferece uma lembrança inesquecível para quem a visita.



E descendo a Colina de Buda, atravessando Széchenyi Chain Bridge, fomos comemorar o dia 22 de Novembro (meu aniversário) em um incrível tour pelo Danubio.
A Ponte Széchenyi Lánchíd é uma ponte pênsil que atravessa o rio Danúbio entre Buda e Peste, os lados ocidental e oriental de Budapeste, capital da Hungria. Possui 375 metros de extensão. A ponte foi inaugurada em 20 de novembro de 1849. Nas suas pontas são: Praça Roosevelt e Praça Adam Clark.



E não podíamos deixar de ver o Parlamento todo iluminado bem de pertinho.



E chegou a hora do nosso tour pelo Danúbio.

No dia seguinte, 23 de Novembro de 2023, foi o dia de conhecer a Terma de Széchenyi.

O Balneário Széchenyi é um dos maiores recintos termais da Europa. O edifício atual foi inaugurado em 1913 e tem um estilo neogótico.


O Balneário tem 15 piscinas, 3 grandes ao ar livre e 12 pequenas nos recintos do interior. Nesses espaços interiores você também irá encontrar várias saunas e salas de massagem.
As piscinas mais impressionantes são as que estão no exterior. Esperar o anoitecer imerso em uma piscina a 37º quando na rua está quase nevando é algo que não tem preço.
Dia 24 de Novembro, foi dia de conhecer uma outra região muito bonita de Budapeste, saímos do hotel e caminhamos até o Városliget, conhecido como o Parque da Cidade.

Passamos pela Ópera de de Budapeste, cujo nome oficial é Ópera Estatal da Hungria, é uma criação do arquiteto húngaro Miklós Ybl e é um dos edifícios neorrenascentistas mais emblemáticos da Hungria. O edifício está localizado no início da famosa Avenida Andrássy.



Caminhamos por toda avenida Andrássy que é um Boulevard emblemático de Budapeste, Hungria e que remonta ao ano de 1872. A Avenida tem a função unir a Erzsébet tér com o Városliget. Rodeada por casas e palácios neorrenascentistas ecléticos que apresentam belas fachadas, escadas e interiores deslumbrantes.
E no final da avenida Andrássy chegamos na Praça dos Heróis que é a principal praça da cidade. Ela foi construída para lembrar momentos e personagens importantes da história da Hungria e tem um conjunto impressionante de esculturas.

O conjunto de estátuas da Praça dos Heróis – Hősök tere, em húngaro –, na verdade, se chama Memorial do Milênio e foi construído entre 1896 e 1929, para comemorar o milésimo ano de fundação da Hungria.
Estão representados os chefes das sete tribos que deram origem ao país, reis e nobres que, segundo o que está escrito no monumento, dedicaram suas vidas pela liberdade e independência nacional.
No centro da praça, há uma coluna com a imagem do arcanjo Gabriel no topo. Na mão direita, ele sustenta a coroa enviada pelo Papa a Szent István király – Santo Estevão -, o primeiro rei da Hungria. Na outra mão, a cruz de duas hastes lembra a obstinação do imperador em converter todo o país ao cristianismo.

Na base da coluna, há sete cavaleiros que representam os líderes das antigas tribos. Eles foram esculpidos com preciosos detalhes e eu passei alguns minutos observando as armaduras e os artefatos usados nos cavalos. O principal cavaleiro, que fica na frente da coluna, é Árpád, considerado o líder do movimento de unificação das tribos.
Atrás da coluna, em um semicírculo, aparecem outras 18 esculturas. No lado esquerdo, no topo da colunata, estão a figura de um homem carregando uma foice e de uma mulher com sementes nas mãos. Na outra extremidade, um guerreiro aparece sobre um carrossel com uma cobra na mão. Para os húngaros, esse animal representa a guerra.


Nas extremidades do arco que fica à direita estão a escultura de uma mulher segurando um ramo de palmeira, que simboliza a paz, e o um casal carregando uma estátua dourada e um ramo, que simbolizam o conhecimento e a honra.


E saindo da Praça do Heróis, fomos conhecer o parque Városliget, talvez o mais lindo Parque que eu já conheci no Eurupa.
O Parque da Cidade, também conhecido como Parque Városliget, é o principal lugar de lazer dos habitantes de Budapeste. Inicialmente, assim como muitos outros parques, o Parque da Cidade de Budapeste foi um recinto de caça usado pela nobreza durante anos.
Com uma dimensão de 1.400 por 900 metros, o Parque da Cidade é um dos primeiros parques públicos criados no mundo.

Dentro do parque você vai encontrar vários lugares interessantes, entre os quais se destacam o zoo, um pequeno parque de diversões, o Balneário Széchenyi e o Castelo Vajdahunyad.
O Castelo Vajdahunyad foi construído inicialmente de madeira para a Expo de 1896. Ao terminar o evento, foi reconstruído com pedra. Sua arquitetura é uma cópia de outros edifícios existentes na Hungria. Dentro do castelo, você vai encontrar um museu de agricultura e uma igreja, tão bonita quanto pequena.

No Parque da Cidade de Budapeste, você também encontrará um lago onde, dependendo da época do ano em que você viajar, poderá alugar um barco ou patinar sobre o gelo.


E pra terminar o nosso dia e fechar nossa viagem a Budapeste com chave de ouro, fomos conhecer o maravilhoso e imponente New York Café Budapeste – o café mais bonito do mundo.

O New York Café Budapeste, além de ser um dos mais antigos da Europa, em 2011 foi eleito o café mais bonito do mundo. Inaugurado em Outubro de 1894, encontra-se hoje, junto ao New York Palace, uma das construções mais emblemáticas de Pest.
O New York Café era ponto de encontro da elite húngara e frequentado por intelectuais, artistas e pensadores da época. Foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, assim como a maioria dos estabelecimentos da época, e somente em 2006 foi restaurado e reaberto.
Apesar de reformado, manteve seu ar histórico e elegante com peças autênticas recuperadas, belíssimos murais no teto e colunas douradas banhadas a ouro. São dois andares com grandes janelas com vista para a rua, piano e até um grupo que toca música ao vivo, dando um ar ainda mais aconchegante ao espaço.

Foi uma experiencia incrível, tudo impecável e excelente atendimento.







Conhecer Budapeste foi incrível.
Eu Amei!
Eu FUI!



















































































